O começo de tudo em 1923 Hermann Ledebour Escreveu o nascimento do clube.

Em 1923, Hermann Ledebour, um dos fundadores, escreveu como havia nascido o Clube Náutico Capibaribe.

A sequência de fatos a seguir culminou com a fundação deste clube que é hoje um dos orgulhos de Pernambuco.

A partir de 1897 rapazes amantes do remo, à frente João Victor da Cruz Alfarra, organizaram uma associação de nome Recreio Fluvial, que fazia excursões de barco partindo da antiga Lingüeta até a casa de banhos, no Pina. Outras vezes exploravam o Rio Capibaribe até o Poço da Panela e Apipucos.

Em novembro deste mesmo ano, os rapazes do Recreio Fluvial foram encarregados de preparar a parte náutica da recepção que seria oferecida às tropas pernambucanas que haviam combatido na batalha de Canudos.

A competição náutica despertou entusiasmo e o remo ganhou novos adeptos.

Estes novos adeptos formaram uma agremiação, à qual deram o nome de Clube dos Pimpões.

Em 1898, os grupos do Recreio Fluvial e do Clube dos Pimpões se enfrentaram em várias regatas.

Os acontecimentos acima descritos, extraídos dos escritos de Hermann Ledebour, podem ser considerados como a gestação do Clube Náutico Capibaribe.

Finalmente, no dia sete de abril de 1901, realizou-se a reunião de fundação da nova agremiação, num pequeno escritório da Companhia de Serviços Marítimos, no Cais da Companhia Pernambucana. Esta agremiação era voltada exclusivamente para os esportes náuticos.

Por proposta de João Victor da Cruz Alfarra, a nova agremiação foi denominada CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.


A adesão do Náutico aos Esportes Terrestres

Em 1903, o jovem pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca volta ao Recife depois de período de estudos na Inglaterra. Na bagagem os apetrechos necessários para a prática do futebol e na cabeça a vontade de implantar aquele esporte em nossa terra. Teria procurado os clubes existentes em Recife na época, Náutico e Internacional, mas sem interesse destes clubes pelo futebol.

Guilherme de Aquino Fonseca não se deu por vencido e, em 1905, com o apoio dos ingleses que trabalhavam no comércio, nos bancos, nas companhias de energia, de comunicação e de transportes, fundou uma nova agremiação, o Sport Clube do Recife.

As primeiras partidas eram disputadas entre o Sport e times formados pelas diversas companhias inglesas.

Em 1905, o futebol passou por um período de animação em Recife. Em 1906, passou por um período de declínio e em 1907 e 1908, parou.

Em 1909, houve uma nova onda de interesse pelo futebol e o Náutico desempenhou um importante papel nesta retomada.

O presidente do Náutico em 1909 era Thomaz Comber. Neste ano, numa assembléia geral presidida por Ernesto Pereira Carneiro, o Náutico mudou os estatutos estendendo as atividades do clube. Esta decisão significou a adesão do Náutico ao futebol. Esta assembléia foi realizada no dia 14 de julho de 1909.


Primeiro jogo disputado pelo Náutico

Os preparativos para a primeira partida de futebol a ser jogada pelo Náutico começaram a ser feitos antes mesmo de ser oficializada a adesão ao futebol. O primeiro treino aconteceu no campo do Derby no dia 20 de junho de 1909.

O primeiro adversário foi o Sport. O jogo foi realizado no campo do British Club no dia 25 de julho de 1909. O placar do jogo foi Náutico 3x1 Sport.


Primeiros títulos de Campeão Pernambucano

Mesmo com o futebol implantado em Recife desde 1905, somente em 1915 foi disputado o primeiro campeonato organizado pela atual Federação Pernambucana de Futebol. Náutico e Sport optaram por não participar deste primeiro campeonato. No ano seguinte reviram a decisão a passaram a disputar regularmente os campeonatos pernambucanos.

Naquela época havia duas correntes de pensamente a respeito da forma de encarar o futebol. Uma facção era adepta do amadorismo puro enquanto que outros achavam que era normal oferecer favores para que bons jogadores defendessem suas cores. Sport e América faziam parte deste segundo grupo enquanto que Náutico e Santa Cruz eram adeptos do amadorismo puro.

Neste contexto, Sport e América dominaram soberanos. Rubro-negros e esmeraldinos conquistaram quase todos os campeonatos disputados até 1928 com intromissões episódicas de Flamengo-RE e Torre.

Esta situação começou a ser modificada a partir de 1930. O Santa Cruz conquistou seus primeiros títulos, sendo tri campeão em 1933.

Em 1934, o Náutico conquistou seu primeiro título de campeão pernambucano. A forma como os alvirrubros chegaram a esta conquista foi marcante. A partida decisiva foi contra o Santa Cruz, e como um prêmio, caiu no dia do aniversário do Náutico em sete de abril de 1935, visto que o campeonato de 1934 se estendeu até o ano seguinte. Para tornar mais saborosa ainda esta conquista, o Náutico garantiu o direito de disputar a decisão uma semana antes com uma goleada histórica de 8x1 contra o Sport.

O Náutico chegou ao segundo título em 1939 com o timaço que tinha como pilares os lendários irmãos Carvalheira que já haviam participado do título de 1934.


Período 1940 a 1949

A década que começou em 1940 poderia ter sido muito mais favorável ao Náutico. Em 1943, depois de ganhar o 1º turno, abandonou o campeonato no decorrer do 2º turno em decorrência de desentendimento com a Federação. Tinha chances de ganhar o título. Em 1944, estava a um passo do título, mas perdeu a disputa para o América. Em 1946 abandonou o campeonato durante a disputa da melhor de três porque não se entendeu com a Federação na escolha do árbitro da 2ª partida. Restou a conquista do terceiro título dos alvirrubros em 1945.


Período 1950 a 1959

O período dourado da história do Náutico começou em 1950 e se estendeu até 1968. Em 19 campeonatos disputados os alvirrubros conquistaram 11.

No período de 1950 a 1959 o Náutico foi quatro vezes campeão pernambucano.

As conquistas começaram com o tri campeonato de 1950 a 1952, com o lendário time dos anos 50 do século XX, forjado durante uma longa excursão ao norte do Brasil e que se estendeu até as Guianas. O time ficou conhecido como “Os Internacionais”.

Este time, com algumas modificações, voltou a ser campeão em 1954. Daí até 1959, mesmo brigando em pé de igualdade, o Náutico não voltou a conquistar títulos estaduais.

Nesta época, mais precisamente em 1959, o calendário esportivo brasileiro passou por uma importante modificação. Foi criado o campeonato brasileiro de clubes, que, gradativamente, viria substituir o outrora prestigiado campeonato brasileiro de seleções estaduais. O campeonato brasileiro recém criado tinha a denominação de Taça Brasil e clube pernambucano que representava Pernambuco era o campeão estadual do ano anterior.


Período 1960 a 1969

Em 1960, o Náutico voltou a ser campeão pernambucano e representou Pernambuco na Taça Brasil de 1961.

O período de 1963 a 1968 é o mais festejado da trajetória futebolística do Náutico. Neste período, os alvirrubros conquistaram o título de HEXA CAMPEÃO de Pernambuco, feito que, para desespero dos principais adversários, ainda não foi igualado. Em duas oportunidades o Sport e em uma o Santa Cruz chegaram ao penta, mas fracassaram na hora do Hexa.

Dentro deste período, o Náutico conquistou grande número de títulos nos diversos torneios disputados na época. Destaque para o título de campeão da Copa Norte, atribuído ao ganhador da fase Norte-Nordeste da Taça Brasil. E o Náutico foi campeão da Copa Norte nos anos de 1965, 1966 e 1967, sendo, portanto, tri campeão da Copa Norte.

Presidente do Conselho Deliberativo

Berillo de Souza Albuquerque Junior



Vice-Presidente do Conselho Deliberativo

Eduardo Turton Ferreira Lopes



Presidente Executivo

Paulo Cezar de Almeida Wanderley



Vice-Presidente Executivo

José Antônio de Holanda Monteiro Melo



Vice-Presidente Administrativo e Financeiro

Carlos Eduardo de Moraes



Vice-Presidente Médico

Mucio Brandão Vaz de Almeida



Vice-Presidente de Marketing

Roberto Varela Ramos Campos



Vice-Presidente de Patrimônio

Paulo Costa Rêgo



Vice-Presidente Jurídico

Sérgio Nejaim Galvão



Vice-Presidente de Desportos Amadores

Pedro de Albuquerque Montenegro Neto



Vice-Presidente Comercial

Pedro Paulo Accioly



Vice-Presidente de Futebol

José Antônio de Holanda Monteiro Melo



Vice-Presidente de Gestão Corporativa

Marcos Antônio A. Freitas



Superintendente de Comunicação

Cirlene Leite



Secretário geral da Presidência

Alexandre Marcos da Silveira Arraes



Assessoria da Presidência

Edmilson Boa Viagem Júnior
Francico Lucchese Júnior
Francisco Augusto Góes Hinrishen
Gerson Gomes de Araújo
Heitor Augusto de Araujo Albuquerque
João Fernandes Costa Bravo
Laan Isiodoro
Marcelo Roberto Dias Figueiroa
Milton Cunha Neto
Ricardo Cezar Valois
Ricardo Cezar Valois de Araújo Filho
Roberto Correia de Assis
Alexandre Homem de Melo
Alexandre de Paula Benning
Jurandir Pereira Liberal
Luiz Alves de Lacerda



Assessores da Vice-Presidência de Desportos Amadores

Daniel Landim de Moraes



Assessores da Vice-presidência Administrativo e Financeiro

Marcos Antônio Xavier
Ricardo Vasconcelos Galindo
Sérgio Costa Carvalho



Diretores Jurídicos

Carlos Adalberto Cavalcanti de C. Neves
Daniel Nejaim Lemos



Diretor de Marketing

Kléber Fernandes Medeiros



Diretor de Relacionamento

Climaco Antônio Wanderley Chaves Feitosa



Diretor de Remo

Valdomiro Sampaio Martins



Diretor de Tiro Esportivo

Camillo José Loureiro Moutinho



Conselho Consultivo Financeiro

Gustavo Krause Gonçalves Filho
Renê Feijó de Pontes Neto
Américo Pereira



Diretoria de Futebol

Paulo Guilherme Dubeux Pontes
José Ivanildo Correia Cavalcanti de Morais
Carlos José Santiago Hunka
Armando Mário Mesquita Ribeiro



Diretoria de Futebol de Base

Aluísio José de Vasconcelos Xavier
Claudio Peres Ramos da Silva
Francisco de Paula Vecchione Accioly



Diretor Comercial

Virgílio da Silva Junior



Representante da FPF

Fred Oliveira
Paulo Germano Farias