06/10/2019 às 22:28:50

Dal Pozzo comemora 1º título nacional como treinador

Gilmar Dal Pozzo quebrou protocolos e foi um “plebeu”.

Léo Lemos - Náutico


Gilmar Dal Pozzo quebrou protocolos, tão logo terminou o jogo, no estádio Castelão, em São Luís. Não foi o técnico que corre para o vestiário, muito menos se manteve frio, diante da conquista. Enfim, não fez estilo. Caiu na festa. Dal Pozo, na realidade, foi um dos que mais "fizeram a festa", como se diz no jargão popular. Mais que treinador, um cargo superior num clube de futebol, foi um “plebeu”, que se misturou com torcida e comandados. Sem distância. Queria estar junto o tempo todo.

Em outro momento, Dal Pozzo se jogou para festejar no pódio. Caiu, se levantou, emocionou-se. O título da Série C foi o primeiro da carreira como técnico. Divisões à parte, o peso da taça na existência dele sempre vai ser especial. As palavras do comandante é que definem a importância de tudo que viveu – e está vivendo -, neste domingo.

- Acho que a dimensão da conquista se degusta durante a semana. Vai ficar eternizado - afirmou, na beira do campo, em meio a uma confusão de microfones e abraços.

O eterno, agora no presente, se reforça pelo caminho marcante e inédito trilhado por Dal Pozzo - com curvas de sobra, diga-se. Uma estrada de 30 anos no futebol – e alguns títulos estaduais como goleiro -, foi a primeira vez que viu o mundo do lugar mais alto do pódio, como treinador. Foi vice com a Chapecoense, um pouco antes, da mesma Terceirona. E, com sentimento de muito mais por vir, pôde sentir um sabor novo no futebol.

- Não tinha conquistado esse gostinho. E o adversário valorizou. As duas melhores equipes chegaram na final. Estou muito feliz.

Para levar o título, Dal pozzo estabeleceu uma meta neste domingo. Segurar a pressão. Estava em casa. Força contrária não foram poucas, desde que voltou aos Aflitos, dois anos depois de ser demitido, por não atingir a meta de subir com o Timbu para a Série A.

O Náutico foi claudicante, nesta Série C. Mas soube aprender a cada baque. Em momentos de baixa, que pareciam mais uma assombração. Ganhou casca a partir daí. E a confiança na partida, na praça do adversário, era plena. Nada dos piores momentos do embate, neste domingo, parecia inédito. Ao contrário.

- Na fase classificatória, o grande desafio era consolidar trabalho. Íamos chegar fortes no mata-mata. E soubemos jogar o mata-mata. Só perdemos para o juventude, em seis confrontos das finais, num jogo que fomos bem. Diante do Sampaio, dois jogos, abrimos vantagem, nos deu uma tranquilidade. Em momento algum, desistimos do jogo. Sabíamos o que queria.



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