21/03/2017 às 10:03:03

Rodrigo Souza prega foco no Uniclinic, mas não deixa de pensar no outro duelo do grupo



Mandy Oliver


Foram duas semanas só observando o time titular ir para o lado oposto do campo ou nem entrar entre os reservas. Essa foi a rotina de Rodrigo Souza após o Clássico das Emoções, na Arena de Pernambuco, quando o Timbu venceu o Sport por 2 a 1. Uma rotina criada por conta de duas supensões, mas que teve fim. O camisa 8 voltará ao time após não enfrentar o Santa Cruz, pela Copa do Nordeste, e o Salgueiro, pelo Campeonato Pernambucano.

Volta em um momento de decisão, no qual o Timbu precisa vencer o Uniclinic, em Horizonte, e ainda depende de outro resultado. Uma situação complicada ainda mais pelas informações que podem chegar do Arruda, onde Campinense e Santa Cruz se enfrentam e podem interferir diretamente em uma possível classificação timbu. "Às vezes acaba até atrapalhando (receber essas informações). Você acaba perguntando a auxiliar ou alguém na beira do campo. Hoje todo mundo está com celular e sabe o que está acontecendo. Vamos lutar até o final. Sabemos que é difícil, mas tentaremos", prometeu.

Dependendo do Campinense, Rodrigo Souza poderia até pedir uma ajuda ao um velho conhecido. Negretti, volante que estava no Náutico até a pré-temporada de 2017, poderia ser um elo para pedir uma "ajuda" dos paraibanos. Algo que Rodrigo não fez, mas mesmo assim espera que a Raposa de Campina Grande se saia bem no Arruda. "Não conversei com ele sobre isso. Falamos logo após a derrota. Independentemente de bater um papo ou não temos que fazer nossa parte e  torcer para que o Campinense nos ajude também".

Outro fator que pode ocorrer é que os dois times não entrem com tanto empenho no Arruda, já que um empate pode classificar ambos. Situação improvável na opinião de Rodrigo, mas que não pode ser descartada. "Creio que isso pode acontecer, sim. Eles não vão entrar com a mesma vontade. Às vezes um lance pode se tirar o pé e entra em campo mais tranquilo porque sabe que seu papel foi feito durante a competição. Mas ninguém entra em campo para perder ou empatar. É complicado jogar nessa forma".


Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco