21/10/2017 às 17:11:57

Roberto usa reação do adversário como exemplo



Premiere


A derrota diante do ABC-RN, lanterna da Série B, foi inesperada. O próprio técnico Roberto Fernandes assumiu que o placar de 2 a 1 sofrido pelo Náutico nesta sexta-feira, no Estádio Lacerdão, na cidade de Caruaru, não estava na conta. Mas para resgatar a autoestima do seu elenco, ele usou o próprio adversário como exemplo. Diante do Timbu, o Alvinegro chegou ao sétimo ponto conquistado nos últimos nove disputados.

- O futebol é uma caixa de surpresas. Quem apostaria que o ABC faria sete pontos nos últimos nove? E fez. Temos jogos e pontos. Temos de acreditar e buscar. Essa derrota não estava nos nossos planos e eu credito ela ao peso e à obrigação estupenda de ter de vencer esse jogo. Dentro de uma situação lógica, esse, na teoria, era o mais fácil.

Na visão de Roberto Fernandes, o fato do ABC já estar praticamente rebaixado - é o lanterna com 25 pontos, a dez pontos do primeiro time fora da zona do rebaixamento - os ajuda de alguma forma, porque o time atua mais solto. E ainda reclamou de um pênalti não marcado sobre William, no segundo tempo.

- O ABC já absorveu a situação dele no campeonato e joga próximo de ser um franco atirador. Não quero tirar o mérito deles, claro. Mas começamos o jogo nervosos, querendo atropelar etapas e sofremos o gol. Só quando sofremos o gol que demos uma despertada. Eu odeio isso de resultado injusto. Mas colocamos duas bolas na trave e tivemos outro pênalti não marcado.

Para a partida contra o ABC, Roberto Fernandes mudou a forma do Náutico jogar. Normalmente, ele atua com três atacantes, mas desta vez colocou só Rafinha e William na frente. Alguns torcedores contestaram a ausência do atacante Dico no time titular - ele só entrou no segundo tempo - e o treinador explicou o motivo.

- No futebol se busca muito o bode expiatório. Pode até existir treinador imbecil, o que não é meu caso. Se Dico não entrou, é porque houve algo. Ele não estava 100% e ele só veio para o banco para entrar em caso de desespero. Em uma situação lógica, ele estaria vetado para o jogo. Fora Dico, só podíamos contar com William, Gerônimo ou Leilson. Qual deles seria o bode expiatório? Óbvio que Dico era titular. Eu coloquei o campeonato inteiro com três atacantes, sendo dois abertos. E ele ajudou. Vamos ser práticos? Dico deu uma incendiada, mas estamos tranquilos e cientes do trabalho que vai sendo feito. Todo dia é um problema de lesão.

 

 

 

 

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