25/09/2017 às 13:37:42

Roberto Fernandes elogia entrega do Náutico

Treinador pediu para time não oscilar

Marlon Costa


Os ares da cidade de Caruaru, no Agreste pernambucano - a 127 km do Recife -, não deram sorte ao Náutico. Pelo menos por enquanto. O Timbu perdeu por 1 a 0, para o Internacional, e conheceu a primeira derrota como mandante sob o comando do técnico Roberto Fernandes. O treinador elogiou a entrega dos jogadores em um confronto "com uma equipe que está só de passagem na Série B". Roberto alertou para o nível de atuação do Timbu se mantenha. Não oscile na reta final da competição. Com o resultado, o Náutico permaneceu na 19ª colocação, a oito pontos de sair da zona do rebaixamento.

- Foi um jogo contra uma equipe que está só de passagem na Série B. É irrelevante falar sobre a qualidade do Inter. Mas acho que a equipe fez um jogo perto do limite. O que cobro do elenco é que a gente não tem mais espaço para oscilar. Se a gente tivesse esse nível de atuação contra o Oeste, por exemplo, poderíamos ter vencido o jogo. Não temos direito de errar porque o primeiro turno que nós fizemos nos dá um peso. Nossa equipe desistiu um pouco do jogo no fim, não sei se pelo psicológico ou se pelo ímpeto do Inter. Substituímos dois jogadores por lesão, que foi Breno e Miranda. Ali, não pude mudar taticamente, tentar uma distribuição diferente.


Segundo o treinador, algo que contribuiu para a derrota foram as substituições forçadas. O zagueiro Breno deixou o campo com dores na coxa, e o meia Diego Miranda, com uma torção no tornozelo.

- Perdemos Breno, que estava dando uma boa sustentação lá atrás, e Miranda, que sob meu comando, estava fazendo a melhor partida. Estava ajudando a marcar e chegando ao ataque. A saída dele, somada ao gol que sofremos, foi uma ducha de água fria.

oberto Fernandes listou alguns números que apontavam o Internacional como o grande favorito da partida. E, justamente em cima das estatísticas, analisou o placar magro construído pelo Colorado.

- Se a gente foi analisar o jogo em números, é muito distante. Somos o segundo pior mandante. O Inter é o melhor visitante. Fora de casa, eles fizeram quase o dobro dos gols que fizemos como mandantes. Se a gente for analisar os números, o resultado de 1 a 0 estava dentro do esperado. Não por nós, que trabalhamos, lutamos e fizemos de tudo. A gente tinha de fazer um jogo próximo da perfeição. O que a gente não pode mais é oscilar.


GloboEsporte.com, Recife