30/07/2017 às 22:49:57

Técnico vê grupo "trabalhando muito"

Estamos trabalhando no dia a dia e temos procurado situações, afirmou.

Ricardo Fernandes/DP


Se o técnico Beto Campos segue no comando do Náutico, é porque segue acreditando que o time pode realizar o milagre de escapar do rebaixamento. Disse isso na entrevista coletiva após a derrota para o Criciúma, a 11ª do time na Série B - em 17 jogos. A quinta atuando como mandante - em nove jogos.

"A gente tem procurado fazer o melhor possível, direção, comissão jogadores. Ninguém quer estar nessa posição. O torcedor ajudou, incentivou, quando a gente empatou, cresceu, mas infelizmente aconteceu mais uma vez essa situação de tomar um gol. Estamos trabalhando muito. A medida que ver que a gente não está conseguindo ajudar mais, é situação de conversar com a direção, com certeza", afirmou o comandante timbu.

Segundo informação de bastidores apuradas pelo site Superesportes, a diretoria do clube se reuniu após a nova derrota e discutiu a sequência do treinador no Timbu. Ficou definido que Beto Campos terá um voto de confiança para tentar reagir no Brasileirão.

Com razão, Beto avalia que as dificuldades naturais enfrentadas por qualquer time da Série B têm um peso maior para o Náutico por conta da situação na qual o time está mergulhado, estagnado na lanterna da competição com só oito pontos, a 12 da porta de saída do Z4. Entre elas, cita a escassez de tempo para trabalhar entre algumas partidas, como acontece desta vez - o time já volta a campo na próxima terça-feira - e a perda de atletas por lesão ou contusão.

"As dificuldades são reais e fortes. Estamos trabalhando no dia a dia e temos procurado situações. Tivemos uma melhora muito grande em termos defensivos, em fazer a transição, criar um pouco mais. Também existe a troca de atletas com cartões e lesões, no momento em que encaixamos a equipe. Você usa parte do grupo e fica faltando uma característica ou outra. São necessidades que não só o Náutico está passando, mas, na situação em que estamos, fica mais agravado", avaliou.


Diario de Pernambuco