16/10/2016 às 17:25:37

Técnico alvirrubro elogiou a postura do Ceará, mas viu o Alvirrubro mais eficiente



Peu Ricardo


O roteiro da partida entre Náutico e Ceará foi parecido com o de outra vitória recente - contra o Bragantino, em São Paulo. Mais uma vez, o Timbu teve dificuldades envolver o rival e abusou dos erros, principalmente de passe. Porém, conseguiu arrancar os três pontos no final do jogo graças à insistência e seguiu no G4. Apesar de reconhecer que a atuação poderia ter sido melhor, o técnico Givanildo Oliveira viu o Alvirrubro melhor em campo do que o rival. Acima de tudo, no entanto, exaltou os três pontos que mantiveram sua equipe entre os quatro primeiros da Série B.

“Para mim, o melhor foi o Náutico, que ganhou. Fomos lá na hora certa, no momento certo, e decidimos o jogo”, disse o comandante, que, no entanto, reconheceu a boa partida dos rivais. “Eles souberam conduzir a posse de bola, e tiveram até mais que nós. E, de vez em quando, avançavam a marcação ao invés de nos esperar. Eles vieram dispostos a ganhar, são fortes em pegada e bons tecnicamente. Encontramos dificuldades, mas fomos buscar com perseverança, e no final apareceu nosso gol.”

Mesmo quando tentou em jogadas individuais - como uma de Vinícius que resultou num gol bem anulado de Gastón Filgueira -, o Alvirrubro esbarrou na eficiente marcação dos cearenses. “Tivemos jogadores tentando, como Vinícius, Renan e Rony, que sempre tenta passar driblando e indo no fundo. Encontramos dificuldade nisso pela marcação dos adversários. A defesa e os volantes deles estavam bem postados. Mas tivemos o poder de buscar o resultado importante no final”, exaltou.

Apesar das dificuldades encontradas, o importante foi o resultado conquistado. Como tem sido nesta arrancada rumo ao acesso - já são seis vitórias consecutivas do Náutico. Fator bastante valorizado pelo técnico alvirrubro. “Tivemos erros bobos de passe, mas também terminamos ganhando. Pela situação da competição, foi muito importante. Está tudo embolado. Se não ganhássemos, teríamos nos complicado”, finalizou.



Caio Wallerstein /Diario de Pernambuco